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sexta-feira, 12 de abril de 2019

Educação Inclusiva e igualdade social


Parecer geral da obra:

A autora, Priscila Augusta Lima, trás em sua obra uma discussão muito atual, no sentido da inclusão das pessoas com deficiências de forma educacional, e principalmente de forma social. A discussão em si enfatiza a necessidade emergente de mudança das práticas sociais utilizadas com essas pessoas de forma a adquirir uma desconstrução dos conceitos, e modo de pensar que colocam as necessidades especiais e as deficiências, em um patamar de obstáculo para tudo.
A forma como a sociedade interage com as diferenças vai promover inserção social ou mais preconceitos e exclusão. É necessário conhecer as limitações causadas pelas deficiências para saber lidar corretamente com elas de modo a motivar as suas capacidades. A Educação Especial é uma educação para todos de todas as classes sociais, com ou sem deficiências e necessidades especiais. Essa educação deve promover a inclusão e, denunciar qualquer tipo de descriminação.
A leitura da obra é essencial para todos os professores e estudantes de licenciaturas, pois a autora define algumas deficiências e exemplifica as suas limitações. Para professores isso é fundamental, pois saber como funciona cada tipo de deficiência e aprofundar os seus estudos em pelo menos uma delas vai fazer a diferença na sua prática pedagógica, promovendo aprendizagem e inclusão educacional. A inclusão é um horizonte que possibilita um bem estar e uma vida mais tranquila, dentro das suas limitações, ao promover o convívio harmonioso com as outras crianças.
Ajudando a desenvolver as várias inteligências múltiplas que cada ser humano possui, e que com uma educação formal pode desenvolver cada vez mais.
Priscila aborda também a questão das desigualdades socias e da pobreza. Que em muitas das vezes esta associada às pessoas deficientes. Um paradigma que precisa ser desmistificado, pois, nem sempre deficiência é sinônimo de pobreza, e necessidades educacionais especiais. Nos últimos capítulos a autora discute a necessidade de formação de professores e pesquisadores para a educação inclusiva, pois muitos professores sentem-se inseguros e incapazes diante de uma turma com uma criança deficiente, pois, eles se acham despreparados muitas vezes por falta de conhecimento e de formação.
O que Priscila deixa claro em seu livro é a importância dos professores e dos estudantes de licenciatura saber como acontece à aprendizagem? Como as crianças aprendem? Sabendo as respostas, consequentemente estaremos incluindo e promovendo o desenvolvimento das potencialidades de cada um. Mas para que essa inclusão aconteça de forma ampla é preciso recursos especiais e políticas públicas que desenvolvam financiamento total para a educação especial. Com investimento é possível trabalhar com materiais diversos, possibilitando atividades lúdicas que potencializam a aprendizagem.
Com tudo, é possível afirmar que para construir uma mentalidade inclusiva é fundamental romper a crença de que as necessidades especiais podem ser curadas ou que essas crianças e jovens não possuem inteligência. São muitas as discussões em torno da Educação Especial, desde muitos anos. Os governantes desenvolveram muitos projetos, e a mídia tem apresentado diversas matérias sobre o assunto, no entanto, ainda encontramos o preconceito e as barreiras impostas à inclusão e a educação dessas pessoas. O que devemos fazer? Quanto mais devemos discutir? Talvez não gostaremos das respostas mais elas são urgentes! O que podemos e devemos fazer é respeitar as diferenças e possibilitar o máximo de amor e reconhecimento. Para me enquanto futura educadora a abra é fundamental para entender que as deficiências existem para serem superadas.

LIMA, Priscila Augusta. Educação inclusiva e igualdade social. São Paulo. Avercamp, 2006. 176 páginas.

SABER PROFISSIONAL E PODER INSTITUCIONAL


Nesta obra, aborda-se com seguridade sobre o embate referente ao saber profissional e o poder institucional, mediante a contextualização histórica da formação da identidade do Assistente Social, todo contexto apresentado expressa para o compromisso ético politico. O autor busca pontuar a importância da autonomia dos Assistentes. Sociais na atribuição de recursos e na prestação de atividades diante a correlação forças institucionais, clientelismo, autoritarismo e burocracia e competição entre os referidos profissionais. Sabe-se que toda a realidade do trabalho profissional passa a seguir um rito de regras e não o problema social, e sim de fato a perturbação da ordem social.
 O saber profissional fica evidente a serviço do sistema e não da sociedade.  Neste processo o saber profissional dos assistentes sociais favoreceu historicamente a classe dominante na medida em que estes difundiam a ideologia capitalista buscando o consenso daqueles com quem trabalhavam no seu cotidiano, fragmentando as suas manifestações, deslegitimando-as e procurando resigná-los à sua condição de submissos e explorados.
FALEIROS, V. de P. Saber profissional e poder institucional. São paulo:Cortez.1991



SERVIÇO SOCIAL: IDENTIDADE E ALIENAÇÃO


Evidentemente, que a referida obra Serviço Social e identidade e alienação retrata com grandeza todo estudo voltado para a natureza rigorosamente  para a área de Serviço Social mediante contextos aprimorados em relação com a sociedade capitalista, onde renasce o desenvolvimento. Sabe-se que o capitalismo comercial alavancou - se  graças ao início da formação do sistema capitalista e a consequente expansão do comércio internacional no contexto da Europa. Outro desenvolvimento importante durante essa fase do capitalismo foi à manufatura, o que foi mais tarde desenvolvido a partir das revoluções industriais. 
É bom ressaltar que a segunda fase do capitalismo é denominada de capitalismo industrial por  ter sido um efeito direto da emergência,  expansão e centralidade exercida pelas  fábricas graças ao processo de Revolução  Industrial iniciado em meados do século XVIII na Inglaterra. Fica evidente que atual fase do capitalismo, marcada pelo  protagonismo exercido pela especulação financeira e pela bolsa de  valores, que passou a ser uma espécie de “termômetro” sobre a  economia de um país. 
Diante do exposto temos como o grande organizador da Doutrina Cristã, que colocou a caridade como um dos pilares da fé, foi Santo Tomás de Aquino. Mas, assim como a caridade era sinônimo de auxílio, foi também motivo para manter pobres ainda mais alienados e em constante repressão. Havia, portanto, uma forte ruptura entre pobres e ricos, o que estimulou a criação de grupos de caridade, iniciava-se o longo processo de filantropia. Porém, a conjuntura histórica não permitia que grandes mudanças fossem efetivadas. 
O Serviço Social desenvolvia uma identidade de dominação, alienação política e social, econômica e cultural. Sendo que é importante destacar que a profissão do Serviço Social expandiu em seu processo de institucionalização. Sendo que o Assistente Social, porém, respondiam aos engendramentos formulados pela classe dominante, dos capitalistas, na medida em que atendia mais aos burgueses do que mesmo aos proletários. A profissão, portanto, caminhava na marcha oposta aos anseios e lutas dos trabalhadores. 
Descobrindo as grandes contradições presentes que buscaram o exercer que foi a prática do Serviço Social no Brasil, segundo a autora buscou afirmar em seus relatos que algo pode ser contraditório, diante de tal prática abre um leque para novas totalizações inseridas ao nível de desenvolvimento das contradições sócias. 
A obra é de  grande importância para a vida acadêmica e profissional em vista dos argumentos mencionados, ao profissional da área de Serviço social. 


MATINELLI Maria Lucia serviço social : identidade e alienação ed.6 São  Paulo: Cortez 2000.