Parecer
geral da obra:
A
autora, Priscila Augusta Lima, trás em sua obra uma discussão muito atual, no
sentido da inclusão das pessoas com deficiências de forma educacional, e
principalmente de forma social. A discussão em si enfatiza a necessidade
emergente de mudança das práticas sociais utilizadas com essas pessoas de forma
a adquirir uma desconstrução dos conceitos, e modo de pensar que colocam as
necessidades especiais e as deficiências, em um patamar de obstáculo para tudo.
A forma como a
sociedade interage com as diferenças vai promover inserção social ou mais
preconceitos e exclusão. É necessário conhecer as limitações causadas pelas
deficiências para saber lidar corretamente com elas de modo a motivar as suas
capacidades. A Educação Especial é uma educação para todos de todas as classes
sociais, com ou sem deficiências e necessidades especiais. Essa educação deve
promover a inclusão e, denunciar qualquer tipo de descriminação.
A
leitura da obra é essencial para todos os professores e estudantes de licenciaturas,
pois a autora define algumas deficiências e exemplifica as suas limitações.
Para professores isso é fundamental, pois saber como funciona cada tipo de
deficiência e aprofundar os seus estudos em pelo menos uma delas vai fazer a
diferença na sua prática pedagógica, promovendo aprendizagem e inclusão
educacional. A inclusão é um horizonte que possibilita um bem estar e uma vida
mais tranquila, dentro das suas limitações, ao promover o convívio harmonioso
com as outras crianças.
Ajudando a
desenvolver as várias inteligências múltiplas que cada ser humano possui, e que
com uma educação formal pode desenvolver cada vez mais.
Priscila
aborda também a questão das desigualdades socias e da pobreza. Que em muitas
das vezes esta associada às pessoas deficientes. Um paradigma que precisa ser
desmistificado, pois, nem sempre deficiência é sinônimo de pobreza, e
necessidades educacionais especiais. Nos últimos capítulos a autora discute a
necessidade de formação de professores e pesquisadores para a educação
inclusiva, pois muitos professores sentem-se inseguros e incapazes diante de
uma turma com uma criança deficiente, pois, eles se acham despreparados muitas
vezes por falta de conhecimento e de formação.
O que Priscila
deixa claro em seu livro é a importância dos professores e dos estudantes de
licenciatura saber como acontece à aprendizagem? Como as crianças aprendem?
Sabendo as respostas, consequentemente estaremos incluindo e promovendo o
desenvolvimento das potencialidades de cada um. Mas para que essa inclusão
aconteça de forma ampla é preciso recursos especiais e políticas públicas que
desenvolvam financiamento total para a educação especial. Com investimento é
possível trabalhar com materiais diversos, possibilitando atividades lúdicas
que potencializam a aprendizagem.
Com
tudo, é possível afirmar que para construir uma mentalidade inclusiva é
fundamental romper a crença de que as necessidades especiais podem ser curadas
ou que essas crianças e jovens não possuem inteligência. São muitas as discussões
em torno da Educação Especial, desde muitos anos. Os governantes desenvolveram
muitos projetos, e a mídia tem apresentado diversas matérias sobre o assunto,
no entanto, ainda encontramos o preconceito e as barreiras impostas à inclusão
e a educação dessas pessoas. O que devemos fazer? Quanto mais devemos discutir?
Talvez não gostaremos das respostas mais elas são urgentes! O que podemos e
devemos fazer é respeitar as diferenças e possibilitar o máximo de amor e
reconhecimento. Para me enquanto futura educadora a abra é fundamental para
entender que as deficiências existem para serem superadas.