Para a autora é uma discussão pertinente, uma
vez que a conjuntura social é algo mais explicito sem esclarecimento. A todos
que não compreende que o racismo é algo penetrado na alma do sujeito
preconceituoso, ele pode ir mais além. E os negros são descriminados em todos
os locais (particular ou público), não é comum e nem natural encontrar pessoas
que comungue das mesmas ideias, e isso prejudica a vida dos negros. É
necessário ter um amplo debate sobre o racismo de forma significativa, mesmo
depois da abolição ainda se encontra pessoas com os mesmos pensamentos arcaicos
e estigmatizados. Um fator que é corriqueiro são as formas pejorativas que
alguns indivíduos se dirigem aos negros, ou até mesmo o simples olhar já diz
muito. A forma que é perpassada as mazelas sociais no Brasil não seria novidade
ter tantas leis que ampara os negros, mais é algo ainda desconhecido por alguns
que se deixam ser descriminados sem ter o conhecimento dos seus direitos. A lei
é dura em relação aos ataques racistas, mais ainda tem brechas que deixam a
desejar. Mais pode ocorrer um crime podendo ir a julgamento, algumas pessoas
pagam a sentença, ou seja, o financeiro nem sempre é eficaz. Infelizmente
sobrevêm tantos fatos que merecem ser esclarecido para que a sociedade possa
ter uma amplitude dos conhecimentos dos direitos e deveres, independentes de
qualquer coisa são todos iguais e não há diferença, pois a diferença só se faz
quando for diferente.
MORAES, Fabiana. No
país do racismo institucional: dez anos de ações do GT Racismo no MPPE / GT
Racismo. Recife: Procuradoria Geral de Justiça, 2013.